PT - Eu adepto do “Anti-Benfiquismo” assumido que sou, encontro sempre nas palavras do meu caro Diego o tipo de paixão que desejo a qualquer adepto, muito próxima da postura que alguém de fé e conhecimento deve assumir. Paixão, emoção, poesia, postura, inteligência e graça, todos convivem em harmonia, neste grande benfiquista.
A relação fé-benfica do Diego é também mais equilibrada que a de 90% dos cristãos protestantes que conheço, que fazem do vermelho a sua bandeira, a começar em pessoas que assumem posto nos púlpitos, que nunca conseguem deixar o benfica fora do mesmo, quer após quer antes de um jogo. Nunca percebi isso, é assim tão difícil, ou é assim tão fácil?
Pergunto-me continuamente onde acaba a cultura, e começa a idolatria, onde acaba o entretenimento e começa a obsessão, onde se desliga o cérebro e se fecha os olhos ao que de pior o futebol traz ao de cima de muita gente. Curiosamente o mesmo pode ser dito de religião, e em traços gerais, não há grande diferença, a não ser no destino final a que cada uma destas estradas nos leva.
Estas ultimas semanas trouxeram o melhor e o pior quer do benfiquista quer do resto do português, com ou sem clube. O benfiquismo é de facto chato, tal como muito “religioso”, não se cansa, não se cala, tem uma fé cega, e é gigante, o benfiquismo claro! No fundo é uma religião sem querer, e a querer ao mesmo tempo, com tudo o que de melhor e pior há no termo.
Comparações com a igreja “universal” são dispensáveis, mas é importante reflectir nestas coisas que tanto fazem mover quer contra, quer a favor uma nação, mostrando que a mesma de facto está viva. É importante ao português demonstrar a mesma paixão dedicação, interesse e entrega que o Diego possui, na mesma medida, ao seu país que tanto precisa, e o mesmo sentido de comunidade com o seu vizinho. É importante ao cristão verdadeiro, que exteriorize e interiorize o mesmo na sua fé, que o faça com paixão, com força com poesia e acima de tudo com bastante intelecto, e se a altura chegar não ter problemas em soltar a voz.
Eu sei que este angulo é tão óbvio quanto simples, mas fico triste confesso, pela não tão boa gestão de accountability (à falta de melhor termo) dos meus compatriotas deste país, e os do que há de vir, e pela face tão feia de nós que ambas as coisas futebol e religião, têm a capacidade de evidenciar, quando mal vividas.
O blog do Diego Armés tem mais fé e (boa) religião que muito cristão que conheço, e ao mesmo tempo tem tão pouco do Jesus que interessa na mesma medida, ambos nos devemos revestir de vermelho, e aconselho a todos que por lá passem.
PS: Usei muito a palavra religião, a qual me da muita comichão confesso, mas dá para o gasto.
PT - Ando em pulgas por poder partilhar o que penso ser a minha “obra prima” no que a frames (entenda-se filmes) diz respeito. Por uma série de razões, e nenhuma delas tem a ver com o meu ego, e isso ainda me entusiasma mais, mas depois falamos nisso.
ENG - I’m having breakfast out, and Sheryl Crow is on the huge LCD in the corner, in one of her most youthful and somewhat rebellious looking music videos, and it reminded me of something I read about the pursuit of happiness some days ago. I was never a fan of such expression, it never made much sense to me, I have Tumblr on my phone so, let’s do this!
Happiness as an end in it self, the pursuit of happiness and permanent happiness all sound great, but can be some of the sweetest candy coated lies we force feed ourselves to believe in religiously.
Happiness is and should be a consequence of something else.
If we find ourselves “struggling”, “sacrificing” or “fighting” to be happy, the purpose seems defeated, doesn’t it?
I’m also not one to say that the journey is far more important than the destination, but for instance due to music I got to travel endless hours day after day, in fact I often enjoyed the journey a lot, sometimes so much that I didn’t like it when we reached our destination, even when it meant headlining a music festival for thousands of people, but guess what? It always made me appreciate the destination even more, heck, sometimes waking the morning after such shows in the middle of Northern Europe country side hills would feel even better.
When we’re not focused on specifics, but focus on the big picture, on the here and now instead of how we were happier in a certain time in the past, or how we “have to” be happy in a moment that is coming, all bits become ever more enjoyable, and it is true, happiness is better identified in the past then in the present, and how many times have I sabotaged an experience because of my high expectations? Tim Keller says something like “when you try to capture or extend a moment of pure happiness, tragically you loose it, it becomes corrupt”.
Still I find that the most disguised characteristic of this pursuit is how easily it becomes a religion in the bad sense of the word, an obligation or worse, a prison, a law.
I always have to dig into scripture as a default (sorry), and funny enough, there happiness is always a consequence of something else as well:
But the fruit of the Spirit is love, joy, peace, forbearance, kindness, goodness, faithfulness,gentleness and self-control. Against such things there is no law. GL 5:22-23
I was going to say “be happy” but that sounds like the type of sentence/principle I’m kinda going against here, so I won’t say a thing.
As for me, I’ll be happy not because I have to, but because I can be, and when it comes to me, I’m happy that I can savor it, and that already makes me happy.
ENG- Most Americans usually have a hard time with Geography, World and Art History, and anything that takes place outside of the US. Nothing new here, it’s just what they are(n’t) taught at school, not their fault really.
Being ignorant is “acceptable”, spelling (which for Americans is a big issue) the name of the wrong country right is confusing at best, but the vulgar hatred shown on the “ignorant” tweets, and all over the internet is disheartening.
Europeans used to loath the US for George W. Bush, but who can the scape goat be now?
Personally I have dozens of American friends,I love them and I like America, but it’s becoming some what of a joke!
It’s a sad time not only for the US, not for Czech or Chechnya, it’s a sad time for humanity.
PT - Sou cristão mas não sou católico saiba-se, e de etiquetas fiquemo-nos por aqui porque ninguém gosta de ser reduzido às mesmas, e este texto não é de todo moralista mas quando a conversa passa para o tema da fé, e do que se acredita ou não, a igreja católica para além de ser o alvo mais fácil (não tem muito jogo de cintura é certo) leva também sobre si ainda a tarefa de representar toda e qualquer denominação cristã (e são bastantes). Nada poderia estar mais longe da verdade, mas a ignorância (mesmo de um país dito cristão) tem dessas coisas.
Os crimes inquisitórios, os massacres além mar, o apropriamento de poder, riqueza e influência, a perpetuação da ignorância e pobreza, por parte do clero e seus representantes é sempre trazido à mesa, e com razão. As pessoas dessa época de facto eram iletradas, desinformadas, não desenvolviam nenhum tipo de pensamento crítico, e claro “acreditavam em qualquer coisa por pouco sentido que fizesse”, mesmo que isso as resigna-se à sua condição de “povo”, ou seja fantoches nas mãos de quem tinha de facto poder, pelo menos este é o ketchup mais generalista da coisa e a correlação fé, religião, ignorância, massacres é a espetada de eleição deste churrasco.
Pena é, que na sua maioria as mesmas pessoas que fazem este tipo de juízo, são as mesmas que em pleno século XXI, e com tudo o que isso representa em termos sócio-culturais, do alto dos seus cursos superiores, viagens, informação, conhecimento, pensamento crítico e livre, são as mesmas pessoas que durante imenso tempo (e muitas até hoje) depositaram a sua “fé” em algo chamado democracia, e mesmo os que dizem não depositar confiança em tal sistema, permitem que continue. O oximoro “sou católico, não praticante” aqui funciona ao contrário, “não acredito na democracia, mas pratico”, continua sem fazer sentido enquanto argumento.
Pena é que numa era “iluminada” da humanidade, o “apropriamento de poder, riqueza e influência, a perpetuação da ignorância e pobreza” continuam a existir como nunca, mas o culpado já não pode ser a igreja, ou a religião, ou o que for, e não existe a desculpa da pouca inteligência.
Na verdade não é um problema de inteligência, é um problema de visão, de preguiça e de orgulho. Na verdade não é a democracia, ou o político, ou o “sistema” e também não é o traço frouxo do português de ser forte nas frases pseudó-revolucionárias (essas sim a cheirar a naftalina) e fraco na acção.
Na verdade, e essa custa a admitir, enxergar e engolir, os culpados são essas mesmas pessoas.
As “pessoas” esquecem rápido que onde houverem mais “pessoas”, vão existir coisas tão antigas quanto o homem, fraco corruptível e falível que é, independentemente do cenário ou situação, e nenhum de nós é sequer passivo de escapar a esta condição, afinal de contas “errar é humano”, mas só quando nós erramos certo?
Não ter a humildade de o reconhecer no entanto, é tão arrogante quanto é ignorante.
Aprendi (e continuo) que nem por mim meto a mão no fogo, como poderei depositar “fé” em pessoas? Na verdade todos já nos revemos nestas palavras que contam com perto de 2000 anos:
” Nem me compreendo, pois não faço aquilo que queria fazer e faço o mal que detesto.” Romanos 7:15
Haja pelo menos a humildade de reconhecer esta nossa condição, todos sabemos que só quando identificamos um problema é que o mesmo tem possível solução. Enquanto seres somos capazes de grandes coisas é facto, mas somos capazes de falhar em igual ou maior escala, todo o nosso percurso é aliás pautado por mais falhas que vitórias, e elas estão lá para nos lembrar de alguma coisa, mas insistimos em “photoshopalas”, ou a celebrá-las, quando deveríamos humildemente aceita-las.
Somos quebrados é facto (e sim incluo-me em tudo o que escrevo acima) mas temos esperança, mas isso fica para outra vez.
PS: Não deixa de ser irónico que nesta altura uma das coisas que “salva” a face de um país manchado pela sua classe política (que no fundo reflete o seu povo) acaba por ser o “hot jesus” A.K.A. Diogo morgado na série “The Bible”, e bolas se precisamos de ser salvos! É ver.