All the boys to the yard

 

long overdue but finally here, a post on the artwork of D’ALVA's great debut, “#batequebate”. a collaboration with the always amazing sofia martins, designer extraordinaire and partner in life. the cover and back features alex and ben, the two core members, in a “what is on a man's mind” moment. tropical pop flavored playground! the record is available on spotify, purchase at the itunes store and legal download at >http://nosdiscos.pt/discos/destaques/batequebateit’s still summer!
 

long overdue but finally here, a post on the artwork of D’ALVA's great debut, “#batequebate”. a collaboration with the always amazing sofia martins, designer extraordinaire and partner in life. the cover and back features alex and ben, the two core members, in a “what is on a man's mind” moment. tropical pop flavored playground! the record is available on spotify, purchase at the itunes store and legal download at >http://nosdiscos.pt/discos/destaques/batequebateit’s still summer!
 

long overdue but finally here, a post on the artwork of D’ALVA's great debut, “#batequebate”. a collaboration with the always amazing sofia martins, designer extraordinaire and partner in life. the cover and back features alex and ben, the two core members, in a “what is on a man's mind” moment. tropical pop flavored playground! the record is available on spotify, purchase at the itunes store and legal download at >http://nosdiscos.pt/discos/destaques/batequebateit’s still summer!
 

long overdue but finally here, a post on the artwork of D’ALVA's great debut, “#batequebate”. a collaboration with the always amazing sofia martins, designer extraordinaire and partner in life. the cover and back features alex and ben, the two core members, in a “what is on a man's mind” moment. tropical pop flavored playground! the record is available on spotify, purchase at the itunes store and legal download at >http://nosdiscos.pt/discos/destaques/batequebateit’s still summer!

 

long overdue but finally here, a post on the artwork of D’ALVA's great debut, “#batequebate”. a collaboration with the always amazing sofia martins, designer extraordinaire and partner in life. the cover and back features alex and ben, the two core members, in a “what is on a man's mind” moment. tropical pop flavored playground! 

the record is available on spotify, purchase at the itunes store and legal download at >
http://nosdiscos.pt/discos/destaques/batequebate

it’s still summer!

Quem não tem Deus…

PT -  Haverá espaço de manobra para um cristão convicto e sério na sua fé para ter uma vida activa a nível espiritual, social, intelectual, cultural e porque não estético que não seja pautada pelo extremo da entrega ao “mundo” e os seus deleites, ou por oposto o contentamento na clausura, e que essa vivência seja plena e não segmentada?

 Eu creio que sim, aliás a minha vida nos últimos meses tem sido prova disso. Se por um lado conheço o exemplo de cristãos menos “praticantes”, expressão roubada aos “irmãos” católicos, por outro lado eu próprio em alturas precisei de alguma clausura, de um fechar de portas, um controle de algumas coisas que inundavam o meu viver, e precisei de alguma santidade ou seja “separação para continuação”. Separação do que era essencial e do que era distracção, do que eram passos firmes que nascem de convicção, a outros tantos que nascem “por arrasto” e alguma embriaguez de um cem número de situações que se acumulam e nos dominam.

 Sim de facto altura houve em que foi necessário um purgar, momentos houve em que a cor e os sons de fora das portas de uma igreja eram sinónimo de problemas, mas a vida é feita de épocas, de andamentos, de dinâmicas, de “seasons”, assim o ditou o Criador, e chegou a season de voltar a “estar no mundo não sendo dele”, mas tendo também algum prazer nisso e em amar e desfrutar genuinamente de quem comigo o habita.

 Só posso ficar senão com pena de quem escolhe a descoloração como sinónimo de completude de vida espiritual. 
 Porque penso ter descoberto um segredo: Quanto mais caminho pela vida em toda a sua diversidade de cor, timbres, aromas e sabores, mais vivo perto do que o próprio Deus assim desejou.
 
 Descansem os mais “ortodoxos” dos cristãos porque creio que o que agora experimentamos é senão uma imagem bem desfocada do que será a plenitude do que chamamos de “glória”, mas reparemos, se de facto alguns de nós cremos que a santificação é algo que começa aqui e agora, porque não tudo o resto que nos é prometido?

 É que parece-me limitador ver pessoas que genuinamente querem seriedade na sua caminhada espiritual pensarem que de alguma forma estão a faze-lo melhor não vivendo, e adoptando uma postura (que penso ser correcta) de viver em contentamento pelas coisas mais insignificantes, mas não pode ser assim unicamente.  Também existe o êxtase!Ou ficámos limitados a fotos de por do sol, piadas tristes de liceu, às matinés inofensivas, séries de zombies, jogos de futebol e o ocasional músico ou autor reconhecidamente inofensivo ou com selo de aprovação de uma Aliança Evangélica, ou seja lá quem é que categoriza e aprova material “SFW” - “Safe For Worshipers” (pun intended).


 Porque ficámos uns seres estranhos, mais caracterizados pelo que deixamos de ser e fazer e não o contrário, e adoptamos uma identidade amorfa e tão “sem graça” em ambos os sentidos? Onde está a cor e a vida de uma vida com Deus? Onde está a excitação, a arte, a estética das coisas, não é Deus o derradeiro esteta? Sempre me perguntei isso dentro de algumas igrejas ao olhar em redor, e sentir que a alcatifa já está gasta demais e cheira a mofo à tempo demais, décadas demais até, sendo que a alcatifa é figurada claro, mas ninguém se parece importar porque “isso são coisas secundárias e mundanas”, num tom uber espiritual, e nos conformamos com as garagens, as lojas, os buracos cavados em prédios.

 Com o passar dos anos, e na volta é “coisa de artista” mas por dentro continuo perguntado-me: onde está o bailado, a performance, o teatro, o cinema sem ser hollywoodiano, onde está a poesia e a música que nos desafia e arrepia os pelos do pescoço, ou os brunches, as férias sem ser em casa alugada Algarve (boring), onde estão as viagens de fim de semana, os novos sabores, sons, línguas, culturas, onde está o aguço, o desafio, etc e etc.
Onde está a vida?

Enfim tantas voltas para dizer apenas isto:
Parece-me que quem não tem Deus, vive mais e melhor o que Ele tão generosamente oferece, enquanto alguns de “nós” passamos tempo com os olhos postos no que há-de vir esquecendo que a eternidade já começou e vive-se aqui e agora.

Percebi no fundo que algumas das minhas escolhas foram formadas em medo, pois no fundo no fundo é o medo que nos corta as vazas, que nos descolora, que nos torna insípidos, sem sal e desinteressantes, e o medo…o medo é o oposto da fé e do amor.

See what I did there?

image

Escolho a vida…com Deus.

Adenda:

Fui chamado a atenção e bem que este texto pode ser levado para um lado que não é o que pretendo. Não stressei quem sabe a importãncia de uma vida sádia espíritual e tudo o que isso inclui, no meu contexto enquanto cristão: a leitura e meditação na palavra, oração, vida em comunidade e um cem número de coisas que são essenciais, mas decidi propositadamente focar noutros pontos. Mas desengane-se isto não é uma substituição dessas coisas, por “brunches ou arte” é saber “viver” o todo, não descurando o essencial, mas sem medo do resto, sem medo de também ter gozo noutras coisas, e sabendo o lugar delas face à centralidade no gozo que encontro em Deus primeiro, que me permite apreciar tudo o resto. 

 Há uns meses atrás disse à nossa manager:"Queremos estar na Moda Lisboa".Nunca pensei que fosse assim, nem tão rápido, mas aconteceu.Preparei versões de canções nossas que interpretámos no desfile do super talentoso Luis Carvalho num casamento perfeito de sentidos entre o que se vê, o que se ouve, o que se sente na pele e onde for que fica o nosso sentido estético que nos causa sensações nas entranhas.Há um mês que não tomo medicação para a ansiedade, e reduzi nos anti-depressivos e posso confessar que mal dormi com um pouco de ansiedade face à responsabilidade que recaía sobre os nossos ombros.  Passei a noite no hotel a imaginar e re-imaginar tudo o que podia correr mal, e a tentar encontrar soluções para cada possível problema. Vim a caminho de Aveiro (pois tocámos na noite anterior) a repensar o set, a perceber se tudo estava no sítio, e a fazer alterações de ultima hora.  Tudo correu bem, aliás foi perfeito, e foi uma honra poder colaborar com alguém como o Luís, pelo seu trabalho mas acima de tudo pela sua postura. Foi um fechar de season perfeito para mim, para D’Alva, e para quem acompanha o meu percurso no ultimo meio ano, tal como eu, provavelmente não imaginaria um momento tão feliz e tão (porque não) vitorioso, e agora que venha a season seguinte. É uma vitória não só pessoal, mas de quem me rodeia, de quem torce, espera, sofre por mim e comigo, e por quem intercede em oração, sei que são muitos.Escreverá Deus por linhas tortas? Talvez nos pareçam tortas, mas vão dar com certeza ao seu destino.

 Há uns meses atrás disse à nossa manager:
"Queremos estar na Moda Lisboa".
Nunca pensei que fosse assim, nem tão rápido, mas aconteceu.

Preparei versões de canções nossas que interpretámos no desfile do super talentoso Luis Carvalho num casamento perfeito de sentidos entre o que se vê, o que se ouve, o que se sente na pele e onde for que fica o nosso sentido estético que nos causa sensações nas entranhas.

Há um mês que não tomo medicação para a ansiedade, e reduzi nos anti-depressivos e posso confessar que mal dormi com um pouco de ansiedade face à responsabilidade que recaía sobre os nossos ombros.  Passei a noite no hotel a imaginar e re-imaginar tudo o que podia correr mal, e a tentar encontrar soluções para cada possível problema. Vim a caminho de Aveiro (pois tocámos na noite anterior) a repensar o set, a perceber se tudo estava no sítio, e a fazer alterações de ultima hora. 
 Tudo correu bem, aliás foi perfeito, e foi uma honra poder colaborar com alguém como o Luís, pelo seu trabalho mas acima de tudo pela sua postura.

 Foi um fechar de season perfeito para mim, para D’Alva, e para quem acompanha o meu percurso no ultimo meio ano, tal como eu, provavelmente não imaginaria um momento tão feliz e tão (porque não) vitorioso, e agora que venha a season seguinte.

 É uma vitória não só pessoal, mas de quem me rodeia, de quem torce, espera, sofre por mim e comigo, e por quem intercede em oração, sei que são muitos.

Escreverá Deus por linhas tortas? Talvez nos pareçam tortas, mas vão dar com certeza ao seu destino.



Outubros (sempre) complicados

PT - Não tenho escrito, mas tenho sido exortado a escrever, e tenho percebido que este blog chega mais longe do que penso. Tenho sido desafiado a escrever sobre o evento mais marcante este ano: a minha luta contra uma depressão. Dei com este texto nos “drafts” que foi escrito o ano passado, por esta altura, comigo a pressentir o aperto que ai vinha. Cinco meses e pouco depois, e quiçá o inverno mais difícil de suportar até então fui diagnosticado com uma depressão grave e ansiedade. Fiz o meu papel de disfarçar ao máximo, até de mim mesmo o que se passava, até não aguentar, e dar literalmente em louco à procura de respostas para o que estava a acontecer, mas teremos tempo para percorrer essas experiências.
É no entanto interessante perceber como conscientemente eu sentia algo errado, mas mantinha um esforço (gigante) para amenizar a coisa, e até fazer piadas sobre casacos.
Enjoy:

 ”Nasci em Outubro, e é dos meses mais difíceis para mim.
 Quis Deus que a minha mãe nascesse no Rio de Janeiro, e o meu pai no calor das ilhas de Cabo Verde. O frio não trata bem a minha herança genética, as alergias, as asmas, as sinusites, as constipações dominam-me, mas pior é o tempo, a cor…ou falta de, em mim e no céu.

 O Outono português nem é assim tão mau, aqui e ali aparecem oasis de céu aberto e sol, mas o cinzento sempre me derrotou, olhar para um céu sem textura, sem fundo amassa-me, e esse outono mostra-me o quão sem graça será a próxima temporada. A chuva que não pára, as casas frias, os cafés com portas abertas e sem aquecimento, as pontas dos pés sempre húmidas, as bebidas quentes que não consigo beber. Fico alterado, fico triste, fico irritadiço, e procuro que nem doido qualquer canto aquecido, com paredes castanhas e luz amarela, quente.

 Quem passou mais tempo a meu lado nunca percebeu o quanto, mas percebeu que me afecta. Acordar para um céu cinza estraga-me por dentro. Sou o melancólico por natureza (filho de Outono) que quer o Verão ou a Primavera a todo o custo. Sou um melancólico que não gosta de o ser…mói, em especial só. Afecta-me tanto que fico com uma expressão “cara de nojo” que não consigo disfarçar…ultrapassa-me. Sou o melancólico que descobriu o amor, e despreza o romance por romance…cansa. Curiosamente é nesta altura que por regra mais crio, talvez por querer mais cor. Mas os 33 anos souberam cansar-me de criar em cima dessa melancolia, desse romantismo, dessa solidão…já não há paciência, já se escreveram milhares e milhares de canções e livros sobre o mesmo, e continuamos na mesma. É fácil demais aproveitar essa embalagem.

 Este ano o Outuno e Inverno serão passados a trabalhar intensamente. Com alguma sorte quando emergir desse bunker que é o estúdio, já a primavera se mostra. Entendo que precisemos de “seasons”, mas o nosso verão já foi melhor, e o nosso inverno desculpem-me meninas que gostam de (não) se exibir, em casacos e outros tapumes afins, mas é tão sem graça! E não é uma questão de perspectiva, basta passarem um mês com direito a Natal na Neve, e com aquecimento central, que muda tudo.

Penosamente percebo que amanhã vai ser ainda pior…Ao menos a dormir está tudo bem.”

"Mere Christianity…right"

ENG: The more I dive into theology and doctrine and alike, the more I feel like my brain is satisfied, even with a sense of accomplishment, but in equal proportion I find myself less caring, less giving, less loving and less in love with or less like Jesus.

Strange thing…

It always leads me to the thought of little old ladies that have always sat on that same pew at church religiously, that couldn’t care less if repentance comes first and salvation comes after, or free will or any of that, they just have a simple burning desire in their hearts for Christ, and a deep sense of God, and God is enough.
 Their ways always defeat me and my devices and knowledge, their prayers are always of someone who has a relationship with whom it is they’re talking to, not an acquaintance or a diagram.

Do I need diagrams of God and his ways to love him more? Does it even help me to love him more? I think if I’m honest it satisfies my human need to know everything, and that’s where I think our faith starts to fall through the cracks, in fact that’s where faith stops being.

There’s a big difference in knowing the intricate multiple parts be it physiological or psychological that constitute a person or human being, and actually “knowing” that person.

 Take the simple example of the man of the city on the man of the country.
Who’s happier, yet who has probably more complexity to his life? And who would I rather be?

Simple… like the old lady, like the countryman, like Christ.

T I G H T / P R O D #1

Sofi de la Torre

Fresco…

1 week:
Robin - Lauren - Jay

1 week:
Robin - Lauren - Jay

All the boys to the yard turned 3 today!

All the boys to the yard turned 3 today!

PODE O CHORO DURAR UMA NOITE

PT - Não gosto de partilhar a minha vida privada, já chega o meu trabalho ficar ao escrutínio do publico. Não sou adepto de sentimentalismo on-line, mas sim em pessoa, e cada vez mais sou adepto de bons, longos e apertados abraços, daqueles que um facebook um twitter ou um instagram não podem reproduzir, mas fica aqui um post “sentimental”: 


 Há quatro meses comecei a ser acompanhado profissionalmente e em particular medicado, para uma depressão clínica acompanhada de ansiedade, que não vieram por um evento em particular, em certo modo sempre coabitaram comigo, até ao dia em que o espaço era pouco para nós os três, e algo cedeu. A medicação que tomo torna-me insensível a
picos emocionais, quer bons, quer maus, simplesmente não existem, nem me entusiasmo de forma eufórica, nem me entristeço de forma grave, fico no meio.

 Estive meses a chorar constantemente sem razão aparente por mérito desta doença, ou por um conjunto de situações desde abusos emocionais, desilusões profundas e golpes inesperados de pessoas em quem confiava e que me eram muito próximas, tudo conspirou para a tempestade perfeita, por isso chorei como nunca na minha vida…e de um momento para o outro foi como se fechasse a torneira, como se o poço seca-se, tudo mérito da medicação.

 Ora bem há dias chorei de novo, por alguns segundos apenas é certo mas chorei…e foi bom, foi muito bom até!

 
 Primeiro chorei quando um par de minutos antes de entrar em palco em conjunto com os membros do Gospel Collective tivemos uma palavra de oração, dirigida pela doce Selma Uamusse. Algo em mim quebrou, algo conseguiu penetrar essa membrana que não me deixa sentir, e uma coisa foi certa naquele momento: Estava no sítio certo, à hora certa, com as pessoas certas, porque Deus assim o quis, e Ele estava ali.
 Provavelmente ninguém notou porque estava de óculos escuros, mas o meu coração apertou e lágrimas jorraram rosto abaixo com uma força que não me recordava.
image

Lavei o rosto numa toalha, e segui palco acima, e o que aconteceu fica difícil de relatar, mas penso que esta imagem da Vera lhe faz justiça:
image

Quando saímos do palco olhei para o Alex, abracei-o e entre dezenas de imagens e memórias do quanto custou chegar até aqui, dos planos, do trabalho, das batalhas que ambos travámos em particular neste ultimo ano por causa desta doença, lá estava aquele aperto de novo. Forte o suficiente para romper por esta barreira que até aqui me protege, e chorei, chorei de novo e com mais força…e foi bom. Senti-me vivo, senti que afinal ainda há réstias de quem sou de facto sob este cobertor de químicos e esta doença que me quis reclamar a vida. Senti que estava no sítio certo, à hora certa, com as pessoas certas a fazer o que Deus assim quis, e Ele estava lá…logo há esperança.
image

"Pode o choro durar uma noite, mas pela manhã vem júbilo".

Artist, Musician, Videographer, Christian and Battling Depression.
"Cento" Copyright © Andrew Brinker 2011.